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Das cachoeiras em Lençóis à tradição das máscaras em Maragogipe, do ecoturismo de Mucugê às praias do litoral, a Bahia oferece neste Carnaval diversos atrativos para os turistas. Segundo estimativas da Secretaria do Turismo do Estado (Setur), dos 2,2 milhões de visitantes esperados para o período da folia, 1,4 milhão tem como destino o interior do estado. Por conta disso, a ocupação hoteleira nos oito principais destinos do interior no Carnaval tem média de 96% este ano.  Em Mucugê, um dos locais mais charmosos da Chapada, os 1,8 mil leitos de hotéis e pousadas estão ocupados. A expectativa é que até esta terça-feira (5) mais de cinco mil pessoas tenham passado pelo município. Já Lençóis, também na Chapada, possui quatro mil leitos. Segundo o presidente do Conselho Municipal de Turismo, Anselmo Macedo, a média de ocupação hoteleira da cidade é de 97%. Quem curte a folia à moda antiga, Maragogipe, no Recôncavo, é destino certo com seu tradicional Carnaval com marchinhas, fantasias e máscaras que remetem à tradição de Veneza. Segundo a prefeitura, os cinco meios de hospedagem do município estão lotados. A expectativa local era receber cerca de 50 mil turistas, a maioria mineiros, cariocas, paulistas, sergipanos e brasilienses, habituais visitantes, bem como franceses e argentinos.  No sul do estado, onde se concentram cidades litorâneas como Porto Seguro, Ilhéus e Itacaré, os hotéis estão com alta ocupação. O mesmo acontece em localidades como Morro de São Paulo, situada no arquipélago de Tinharé, e na Praia do Forte. Em Porto Seguro, onde estavam sendo esperados mais de 60 mil turistas, a ocupação hoteleira está em torno de 95%, segundo a Secretaria de Cultura e Turismo local. Já em Ilhéus, que possui 8 mil leitos, a taxa de ocupação dos hotéis projetada pelo Costa do Cacau Convention Bureau é de 100%. Pela cidade circulam cerca de 50 mil turistas, entre os que permanecem no local e os que estão apenas de passagem. A média de ocupação prevista nos 160 meios de hospedagem de Itacaré durante o Carnaval é de 95%. Mais de 10 mil turistas são esperados na cidade durante o feriadão carnavalesco. No município de Cairu, Morro de São Paulo é o destaque. A taxa de ocupação hoteleira estimada está acima de 80%, devendo chegar a 100% na famosa ressaca do Carnaval. Em Praia do Forte, meios de hospedagem como o hotel Porto Zarpa e a pousada Casa de Praia estão com 100% de ocupação. De acordo com o secretário estadual do Turismo, Fausto Franco, a ocupação hoteleira em alta é resultado de um esforço governamental que preparou a Bahia para bem receber os turistas.  "Este trabalho prossegue após o Carnaval em várias vertentes, sendo o turismo corporativo e de eventos um dos nossos focos, pois elimina efeitos negativos da sazonalidade o ano inteiro. Nossa atenção ao turismo de lazer, lógico, é permanente porque atrai grande número de estrangeiros e viajantes domésticos", explica o secretário.

Foto: Divulgação / EC Bahia

por Ulisses Gama / Glauber Guerra,

O clássico Ba-Vi tomou uma nova proporção e ganhou as alturas. Após os jogos da Copa do Brasil na última quarta-feira (13), tricolores e rubro-negros dividem o mesmo voo que retorna de Brasília para Salvador na manhã desta quinta-feira (14). Através do Twitter, o Bahia publicou uma foto onde é possível ver as duas delegações na aeronave. Enquanto o Bahia ficou no empate com o Rio Branco e avançou no Acre, o Vitória sucumbiu diante do Moto Club no Maranhão. As duas equipes voltam a jogar no final de semana. No sábado (16), pela Copa do Nordeste, o Vitória enfrenta o Ceará no Barradão. Já o Bahia vai ao interior da Bahia para enfrentar o Vitória da Conquista, em jogo do Campeonato Baiano. 

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Por Correio 24 horas, 

A barragem estava ali antes mesmo do autônomo Magno da Silva, 31 anos, nascer. Ele, que morou a vida inteira no bairro de Nazaré, em Jacobina, na Chapada Diamantina, nunca teve medo. Sequer tinha pensado na possibilidade de um acidente – até 2015, quando rompeu a barragem de Fundão, em Mariana (MG). Na sexta-feira (25), com o rompimento de mais uma barragem mineira, dessa vez, em Brumadinho, a população ficou alarmada.  Das 34 barragens de rejeitos de mineração na Bahia registradas junto à Agência Nacional de Mineração (ANM), as de Jacobina, de minério de ouro, causariam mais estragos, em caso de rompimento. Não há sirenes na cidade nem nenhuma outra forma de aviso para evacuação. Presidente da Associação de Moradores do bairro de Nazaré, Magno diz que não pensa em sair da cidade natal, mas afirma que há uma preocupação: “Ninguém pensa em sair daqui por conta de barragem, não. Ouvi no rádio a empresa falando que estava tudo em ordem e que a barragem está monitorada. Eles acalmaram o pessoal, mas a gente não deixa de ficar preocupado”, diz. Em cidades como Jacobina, as notícias sobre a tragédia em Brumadinho, em Minas Gerais, não provocam apenas consternação. A cada atualização sobre o rompimento da barragem, que deixou pelo menos 65 mortos e 279 desaparecidos, mais temor. Jacobina tem duas barragens de rejeitos de mineração, assim como a que rompeu em Brumadinho. Em todo o estado, são pelo menos 34, de acordo com a última lista publicada pela Agência Nacional de Mineração (ANM), divulgada este mês. No levantamento, há 33 estruturas localizadas. Além delas, existe, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), uma barragem para rejeitos da extração de manganês.  Só que as de Jacobina seriam as mais preocupantes delas – justamente por serem parecidas com a de Brumadinho, localizadas em regiões mais altas, o que torna a queda do material mais violenta do que se fosse em um terreno plano. Além disso, há outra semelhança. De acordo com o engenheiro de minas José Baptista de Oliveira Júnior, professor da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Jacobina e Brumadinho têm em comum o fato de terem barragens construídas com os próprios rejeitos. “Além disso, a jusante (o lado em direção à foz) da de Jacobina está em um vale muito grande e ainda há muitas pessoas que moram lá, apesar da empresa ter comprado terrenos e casas e indenizado esse pessoal para morar em outro lugar, exatamente com a preocupação com a possibilidade de romper. Mas nem todo mundo saiu”, explica o professor, em entrevista ao CORREIO.  Embora existam semelhanças, as barragens também apresentam diferenças significativas. A de Brumadinho é feita com alteamento a montante, enquanto as de Jacobina têm alteamento a jusante. O alteamento a montante é o método mais antigo e que ainda é o mais comum. Nesse sistema, a barragem vai crescendo - com os próprios rejeitos - aos poucos. É mais barata e mais rápida para ser construída, mas é bem mais instável. Há, ainda, a possibilidade de liquefação.  Já a de Jacobina exige mais material de construção para erguer uma parede de contenção. É um método mais seguro, mais resistente a atividades sísmicas, mas é mais caro, devido à quantidade de material necessário.  Mesmo assim, a maioria das barragens de rejeitos da Bahia é considerada mais segura do que as de Jacobina, segundo o professor José Baptista de Oliveira Júnior. Isso porque a maior parte delas foi erguida com outro método construtivo: são barragens de contenção de rejeitos. É o caso da de Itagibá, no Sul do estado. Os riscos, porém, sempre vão existir. “Na Bahia, não temos motivo para pânico. Não posso botar a mão no fogo por ninguém. Agora, dentro do que nós conhecemos, dentro dos tipos de barragem, é mais difícil acontecer rompimento. Mas não quer dizer que não possa acontecer”, pondera.  O gerente geral da mineradora Yamana Golden em Jacobina, Sandro Magalhães, afastou o risco de um acidente. A empresa informou, por meio de nota, que a barragem B1 está inativa desde 2011 e a B2, ativa desde 2011, atualmente utiliza 24% de sua capacidade total. O prefeito Luciano Pinheiro destacou que o município deve investir R$ 1,5 milhão para instalar sirenes para evacuação, em caso de risco. Na Bahia, há precedentes de rompimento de barragens de água. Em maio de 1985, a Barragem Santa Helena, em Camaçari, rompeu após seguidos dias de chuva. O governo do estado vinha retirando os moradores do local, mas, ainda assim, pelo menos 100 famílias tiveram suas casas atingidas e cerca de cinco mil ficaram desabrigadas.

 

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A coleta de sangue não oferece riscos à saúde. É feita com material descartável. Mesmo assim, os espaços vazios nas geladeiras do estoque da Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) não deixam dúvida - é necessário aumentar o número de doadores. A queda acontece nesta época do ano porque, no verão e no Carnaval, as pessoas perdem noites de sono ou ingerem bebida alcoólica, deixando de atender aos pré-requisitos para serem doadoras. A diretora de Hemoterapia da Hemoba, Iraíldes Santana, explica que, para ser doador, o candidato precisa ter entre 16 e 69 anos (os menores de idade devem estar acompanhados do responsável legal), estar em boas condições de saúde, pesar mais de 60 quilos e não beber nas 12 horas que antecedem à doação. Não é necessário estar em jejum, mas ter dormido pelo menos seis horas antes de fazer a coleta do sangue. “Os homens podem doar a cada três meses e as mulheres a cada quatro meses”.  Segundo Iraíldes, todos esses pré-requisitos são verificados antes da doação. “O procedimento é totalmente seguro. O candidato é avaliado previamente, em entrevista e com exame clínico. Além do fato de a cidade ficar cheia nesta época do ano, podendo fazer com que a demanda aumente, o maior problema é que, historicamente, o número de doações cai, porque as pessoas geralmente participam de festas, bebem, perdem noites e deixam de estar aptas para doar. Então, é necessário reforçar o estoque com antecedência, com doações regulares”. Além dos acidentes e doenças que demandam a transfusão ocasional, há doenças que exigem o procedimento periodicamente, tornando a necessidade de haver sempre sangue no estoque.  Empresas podem incentivar os funcionários em parceria com a Hemoba.  Em Brumado, a unidade fica situada na Rua Manoel Fernandes dos Santos, no Bairro Jardim Brasil, aos fundos do Hospital.

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O governador da Bahia, Rui Costa (PT), anunciou nesta segunda-feira (17), no Twitter, que o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) ficará, em média, 3,65% mais barato para os contribuintes baianos em 2019. Os valores constam em tabela a ser divulgada pela Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA), nesta terça (18), juntamente com o calendário de pagamento do imposto. Com uma queda de 4,86%, os caminhões terão o maior alívio no valor do imposto. Já para os automóveis, a redução será de 3,2%, e para as motos, de 3,23%. Ônibus e micro-ônibus terão IPVA 3,66% menor. Para os veículos utilitários, o imposto cairá 3,28%. Os novos valores baseiam-se em pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a partir dos preços praticados no Estado em outubro de 2018. As informações estarão disponíveis no site da Sefaz-BA (clique aqui). As informações são do Bahia Notícias.

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