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Participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) têm até amanhã (24) para pagar a taxa do exame e, assim, confirmar a inscrição. O pagamento pode ser feito em qualquer agência bancária, casa lotérica ou agência dos Correios. Os candidatos devem estar atentos aos horários estabelecidos pelas instituições onde realizarão o pagamento. O valor da taxa de inscrição é de R$ 82. Devem pagar a taxa aqueles que não se enquadraram nos critérios de isenção e, na hora da incrição, tiveram um Guia de Recolhimento da União (GRU) gerado. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) alerta que não confirmará inscrições cujo pagamento tenha sido efetuado por meio de GRU gerada fora do Sistema de Inscrição, assim como não aceitará inscrições em valores diferentes de R$ 82. As instituições bancárias pedem um prazo de até três dias úteis para confirmação das inscrições. O Inep recomenda que todos os inscritos confirmem a situação de suas inscrições na Página do Participante. Dúvidas podem ser solucionadas pelo telefone 0800 616161 ou pelas Redes Sociais do Inep. O preço do Enem aumentou R$ 14 este ano. Pelas regras do edital, estão isentos da taxa os estudantes de escolas públicas que concluirão o ensino médio este ano, os participantes de baixa renda que integram o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e os que se enquadram na Lei 12.799/2013 que, entre outros critérios, isenta de pagamento pessoas com renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio, ou seja, R$ 1.405,50. Atualmente, os pagamentos cobrem cerca de 30% do custo do exame, o restante é pago pelo Inep. No ano passado, por exemplo, o custo, de R$ 91,49 por participante, foi R$ 23,49 acima do valor pago. A autarquia diz que, mesmo com a alta, a inscrição no Enem está abaixo da média dos vestibulares do país, que é R$ 140. As provas serão aplicadas em dois domingos consecutivos, nos dias 5 e 12 de novembro. O resultado das provas poderá ser usado em processos seletivos para vagas no ensino público superior, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para bolsas de estudo em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Até a última atualização do Inep, mais de 6,5 milhões já tinham se inscrito na prova até as 15h da data limite, na sexta-feira (19). A expectativa da pasta é chegar a pelo menos 7 milhões de estudantes.

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O governo brasileiro vai voltar a exportar a vacina contra a febre amarela. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante a 7ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, Suíça. A previsão da pasta é que, a partir de julho, 1 milhão de doses sejam disponibilizadas a cada mês, totalizando 5 milhões de doses para exportação até o fim do ano. “Reafirmo o compromisso brasileiro com o cumprimento das cotas acordadas de produção de vacina para exportação e atestamos ainda a eficácia da vacina produzida no Brasil”, disse Barros. Durante o encontro, o ministro garantiu que, após o fim da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza, previsto para 26 de maio, o governo vai intensificar a vacinação contra a febre amarela em locais onde não havia anteriormente recomendação de imunização, como Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. “Estamos em plena condição de fazer a vacinação em locais com alta densidade populacional e devemos agir preventivamente em áreas onde não havia recomendação para vacinação, como os estados próximos a Minas Gerais, onde tivemos o foco da doença”, explicou. A estratégia de vacinação, segundo comunicado divulgado pela pasta, será feita de forma escalonada para que haja vacina suficiente a todos os estados. Desde fevereiro deste ano, em razão do surto de febre amarela em diversos estados brasileiros, o laboratório Bio-Manguinhos/Fiocruz, maior produtor de vacinas da febre amarela no mundo, deixou de exportar o imunobiológico para atender a demanda nacional. A previsão é que, a partir de julho, as vacinas exportadas pelo Brasil sejam compradas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e façam parte de uma espécie de fundo de vacinas que será distribuído aos países em caso de emergência. O laboratório conta atualmente com uma produção de cerca de 6 milhões de doses mensais da vacina contra a febre amarela. A expectativa é que, até o final deste ano, uma nova fábrica entre em funcionamento e contribua com a produção de 4 milhões de doses, totalizando 10 milhões de doses ao mês em 2018. Até o dia 18 de maio, 3.192 casos suspeitos de febre amarela foram notificados no Brasil. Desses, 622 (19,5%) estão em investigação, 758 (23,7%) foram confirmados para a doença e 1.812 (56,8%) foram descartados. Dos 426 óbitos notificados por febre amarela, 264 (62%) foram confirmados, 42 (9,9%) seguem em investigação e 120 (28,1%) foram descartados.

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Por Agência Brasil,

A campanha nacional de vacinação contra a gripe do Ministério da Saúde se encerra no próximo dia 26, mas a adesão é considerada baixa em todo o país. Do total de 54,2 milhões de pessoas esperadas, somente 28,7 milhões foram vacinadas, o que representa 53% do público-alvo. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, não foi alcançado nem 50% do público estimado. A virologista Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), avalia que o pouco destaque que o vírus Influenza teve na mídia este ano e o recente surto de febre amarela contribuíram para desviar o foco da atenção das pessoas da campanha contra a gripe. Isso porque, em estados com registros de morte pela doença, como o RJ, a população se preocupou mais em correr aos postos para receber a imunização contra a febre amarela. A vacina contra a gripe está disponível nos postos de vacinação desde 17 de abril. “Mas isso não tira de maneira nenhuma a importância de tomar a vacina contra a gripe”, adverte Marilda. A virologista explica que é importante tomar a dose anualmente uma vez que a vacina contra o vírus Influenza, causador da gripe, não oferece uma imunidade duradoura.  Outro fator importante é que o vírus pode apresentar mutações de um ano para outro em seu genoma e as vacinas são "atualizadas"  para garantir uma proteção mais ampla à população.  “Então, tem que tomar este ano, de novo”, diz. A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro reafirmou que a baixa procura pelos postos de saúde é motivo de preocupação entre especialistas, uma vez que, até o início desta semana, seis em cada dez pessoas que fazem parte dos grupos prioritários ainda não se vacinaram. “Vivemos um momento em que as medidas preventivas são fundamentais. A baixa adesão à campanha ainda nos preocupa e precisamos alertar a população. Sabemos que a gripe é uma doença aparentemente simples, mas que pode evoluir gravemente, principalmente entre os grupos mais vulneráveis. A vacina é segura e está disponível em todas as redes municipais de saúde. É preciso entender que a prevenção é a melhor forma de evitar a doença”, alertou o secretário de estado de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Jr. A proximidade do início do inverno, em 21 de junho, reforça a necessidade de ampliar a imunização. “O vírus Influenza já está circulando em várias regiões e as pessoas têm que ficar atentas para se protegerem”, insiste a virologista. Ela lembra que, no ano passado, mais de 2 mil pessoas morreram por Influenza no Brasil. Grande parte dos óbitos foi de pessoas elegíveis para tomar a vacina, ou seja, maiores de 60 anos de idade, crianças menores de 4 anos e pessoas com problemas de imunodeficiência, respiratórios ou cardíacos crônicos, além de diabéticos. Neste ano, além dos profissionais de saúde, a campanha de vacinação incluiu o grupo dos professores para tomar a vacina. “Porque nós sabemos que, em qualquer país do mundo, os grandes distribuidores que espalham o vírus Influenza, no primeiro momento, são crianças em idade escolar. Como estão em ambientes fechados, elas contribuem muito para o espalhamento do vírus porque uma passa para a outra, para a professora, para a casa, para os pais. Elas contribuem muito no primeiro momento, assim que se inicia uma pandemia”.

O presidente Michel Temer está pronto para anunciar sua renúncia ao cargo e deverá fazê-lo ainda hoje, no início da noite. Já conversou a respeito com alguns ministros de Estado e, pessoalmente, acompanha a redação do pronunciamento que informará o país a respeito. Rodrigo Maia (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, já foi avisado sobre a decisão de Temer. Ele o substituirá como previsto na Constituição, convocando o Congresso para que eleja o novo presidente que governará o país até o final de 2018. A Secretaria de Comunicação Social da presidência da República suspendeu a veiculação de peças de propaganda do governo que estavam no ar ou que poderiam ir ao ar.
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O governo federal cancelou 81% dos 126,2 mil benefícios de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebiam o auxílio-doença e há mais de dois anos não passavam por avaliação médica. Desde o início do segundo semestre de 2016, o órgão faz um pente-fino nos benefícios por incapacidade. Com o fim dos pagamentos dos 102,6 mil benefícios, o governo estima uma economia de R$2 bilhões para os cofres públicos. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, a revisão mostrou “que as pessoas estão saudáveis e aptas para retornar ao trabalho”. A avaliação periódica é obrigatória para manutenção do benefício. Até agora, foram enviadas 322,8 mil cartas de convocação para revisão do auxílio-doença. Após o recebimento, o segurado tem cinco dias úteis para agendar a perícia pelo Disque 135. O beneficiário que não atender à convocação ou não comparecer na data agendada terá o benefício suspenso. O não comparecimento do segurado à convocação do INSS já levou ao cancelamento de 11,5 mil benefícios. Além disso, 17,3 mil benefícios foram convertidos em aposentadoria por invalidez; 1,3 mil em auxílio-acidente; 629 em aposentadoria por invalidez com acréscimo de 25% no valor do benefício e 4,2 mil pessoas foram encaminhadas para reabilitação profissional. Ao todo, serão convocadas 1,7 milhão de pessoas que há mais de dois anos estão sem perícia. Dessas, 530 mil recebem o auxílio-doença e 1,1 mil são aposentadas por invalidez com menos de 60 anos. Os beneficiários de auxílio-doença com mais de 60 anos também já começaram a ser chamados. Até o momento, 12,7 mil segurados nessa categoria passaram por perícia médica. Do total, 8 mil benefícios (63%) foram cancelados. Por Agência Brasil.

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