Foto: Reprodução / Cidade News

Uma pesquisa feita no Canadá, publicada na revista científica Canadian Medical Association Journal Open, aponta que mais da metade dos consumidores de energéticos entre 12 e 24 anos já sentiram efeitos negativos em sua saúde após o consumo. Entre os problemas mais citados, além do aumento da velocidade do batimento cardíaco, estão a dificuldade para dormir, dores de cabeça e até incidência de convulsões. “O energético é composto por cafeína e taurina. Uma lata equivale a três xícaras de café. O álcool promove uma excitação e, misturado com o energético, a animação se potencializa. A estimulação em excesso pode provocar um problema cardíaco, principalmente quando a pessoa já tem tendência. Em casos mais extremos a arritmia pode ser fatal”, alerta Marcelo Luiz Peixoto, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular. “Outra questão que causa preocupação é a capacidade que o gosto doce do energético tem de disfarçar a quantidade de álcool ingerida. Isso faz com que a pessoa beba em excesso sem perceber. Como o jovem não sente a sonolência provocada pelo álcool por causa do efeito do energético, ele não percebe que está perdendo os reflexos. Isso dá uma falsa sensação de segurança. A pessoa acaba se colocando em situações de risco, como dirigir alcoolizado ou fazer sexo sem preservativo”, afirma Claudio Tinoco, diretor cientifico da Sociedade de Cardiologia do Rio. De acordo com o Extra, entre as consequências estão a insônia, irritação, dores de cabeça, alteração dos batimentos cardíacos e perda da noção de perigo.

Foto: Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas

por Amanda Pupo e Rafael Moraes Moura | Estadão Conteúdo,

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve nesta quinta-feira (1º) uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe aditivos de sabor e aroma em cigarros. O tema dividiu o plenário da Corte, com cinco ministros se posicionando a favor da resolução e outros cinco contra. O ministro Luís Roberto Barroso se declarou impedido e não votou. Em meio ao impasse, a Corte manteve na prática os dispositivos da Anvisa, por não haver os seis votos necessários para derrubar a norma - mínimo de votos exigido na legislação para declarar a inconstitucionalidade de uma lei ou ato normativo do poder público. A decisão do STF, no entanto, não tem caráter vinculante. Ou seja, na prática, as indústrias ainda poderão recorrer a instâncias inferiores e eventualmente obter liminares favoráveis ao uso de aditivos em cigarros. O julgamento, iniciado em novembro do ano passado, girou em torno de uma ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) contra a resolução da Anvisa. No centro do debate, estava a discussão sobre os limites de atuação de agências reguladoras. Para a relatora do caso, ministra Rosa Weber, a Anvisa atuou "em conformidade com os limites constitucionais e legais das suas prerrogativas". "A competência da Anvisa para regulamentar produtos que envolvem riscos à saúde necessariamente inclui a competência para definir por meio de critérios técnicos os ingredientes que podem ou não ser utilizados na fabricação de tais produtos", disse Rosa. Para a ministra, a Anvisa nada restringiu ou proibiu em relação a qualquer aroma ou sabor naturalmente presentes no tabaco e, sim, em relação a ingredientes artificiais. Na avaliação da relatora, a adição de sabor e aromas de frutas, mel, açúcar e temperos impulsionam a iniciação de consumidores no uso do cigarro. "A nicotina por si só justifica a existência de todo o rígido aparato regulatório incidente sobre produtos derivados do tabaco, cuja instrumentalização se mostra não só legítima, como a meu juízo necessária. As restrições da diretoria colegiada estão devidamente amparadas no ordenamento vigente", concluiu a ministra. Em setembro de 2013, Rosa havia concedido liminar para suspender a eficácia de dispositivos da resolução da Anvisa, até que o tema fosse apreciado pelo plenário da Corte. Com a conclusão do julgamento, a liminar da ministra, antes favorável aos interesses da indústria, perdeu a eficácia. Além de Rosa, posicionaram-se a favor da resolução da Anvisa os ministros Edson Fachin, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia. "A Anvisa não fez isso a seu bel-prazer, ela se baseou em estudos internacionais que hoje são públicos. Crianças e adolescentes são particularmente estimulados a utilizar o cigarro a partir desses aditivos", argumentou Lewandowski, ao destacar que o assunto se trata de um problema de saúde pública. Para Cármen, "não há inconstitucionalidade a ser declarada" no caso da resolução da Anvisa. Contra a resolução da Anvisa votaram os ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello. Ao abrir a divergência, Moraes alegou que houve desrespeito ao princípio da legalidade, já que a Anvisa teria extrapolado suas competências. "Não houve delegação (pela lei) para que a Anvisa pudesse escolher uma espécie de produto e falasse: 'Essa está vedada'", comentou Moraes. O ministro Gilmar Mendes, por sua vez, defendeu a liberdade de escolha dos consumidores. "São escolhas que as pessoas fazem no âmbito da chamada autodeterminação. Do contrário, o mundo fica muito sem graça. Não pode andar no mato, correr de automóvel, não pode fazer alpinismo. Não é ser Supernanny (programa de televisão em que uma babá disciplina crianças), é respeitar a liberdade das pessoas de escolha provendo informações para que as pessoas façam as escolhas. Morrer todos vamos morrer", defendeu Gilmar.

Foto: Divulgação

Por Gabriel Grunewald, do AdNews,

Se o SBT tem alguns nomes icônicos que são indissociáveis do canal, um deles é Chaves. Na casa desde os anos 80, as aventuras da “Turma da Vila” e Chapolin fizeram parte de gerações pelo Brasil que guardam com carinho até hoje as aventuras de personagens como Chiquinha, Seu Barriga, Seu Madruga, Quico e muitos outros. Tido como um dos conteúdos com público mais fiel, era impossível pensar o programa fora da TV de Sílvio Santos e na mão de uma de seus principais concorrentes, porém tudo isso irá mudar, pois a Globosat acaba de comprar os direitos de exibição das séries em parceria firmada com a Televisa e o Grupo Chespirito. Para anunciar a novidade, o grupo de comunicação brasileiro reuniu fãs da franquia em sua sede, no Rio de Janeiro. Na ocasião, foram servidos churros, lanche de presunto e tamarindo  para divulgar que as histórias da “Turma da Vila” começarão a ser exibidas ainda este ano no Multishow. Ao todo, o grupo comprou 117 episódios de Chaves e 127 de Chapolin. Boquiabertos com a negociação, os fãs especulam que possam ser veiculadas histórias nunca antes apresentadas no país. Para quem ficou surpreso com a mudança, não é a primeira vez que isso acontece na TV paga. Em 2010 o programa foi exibido pela TLN, canal da Televisa, e em 2014 a Turner transmitiu as aventuras da Boomerang e TBS. Se você está com medo de não ver mais a série no canal aberta… Não se preocupe, a negociação não dá exclusividade à Globosat e o conteúdo continuará alegrar novas gerações na SBT.

Foto: reprodução

Por por Bruno Luiz / Luana Ribeiro,

A Polícia Civil informou nesta quarta-feira (31) que não foi comunicada pelo Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc) de uma possível greve da categoria. Na terça (30), a entidade enviou um comunicado à imprensa, no qual afirmou que a próxima assembleia da categoria, marcada para esta quinta (1º), poderia deflagrar o movimento paredista. Os policiais podem cruzar os braços em reação a uma portaria baixada pelo delegado-geral da Polícia Civill, Bernadino Brito, que, segundo o sindicato, obriga os agentes a aderirem, de forma compulsória, às diárias e escalas de plantões durante a realização do Carnaval de Salvador. O vice-presidente da entidade, Eustácio Lopes, classificou a medida como “autoritária” e “desrespeitosa”. Ele ainda disse que a portaria tenta impor à categoria uma condição de trabalho “análoga à escravidão” e prometeu entrar com medidas judiciais contra a determinação. “A diária no valor R$ 149 é incompatível com as despesas de alimentação, hospedagem e transporte. Os policiais saem do interior para vir trabalhar na capital e esses valores são totalmente aviltantes. Os servidores acabam dormindo em viaturas e colégios. O governo, ao invés de sentar para negociar e corrigir os valores pagos, institui uma portaria que tem como objetivo ameaçar a categoria”, atacou. Em resposta, a assessoria da polícia disse estranhar a manifestação da entidade. “[...] Representantes do sindicato estiveram reunidos com o delegado-geral, Bernardino Brito ontem e, durante o encontro, não houve nenhuma tratativa sobre a intenção de paralisação durante o Carnaval 2018. As reivindicações apresentadas pelos representantes de classe serão observadas com o tempo devido”, afirmou o comunicado. A corporação ressaltou, ainda, que o pagamento das diárias do Carnaval está mantido e que a portaria questionada pelo Sindpoc trata da obrigação de o policial comparecer quando for convocado a prestar serviço, como previsto na lei. “A Polícia Civil e a sociedade acreditam na responsabilidade e no compromisso de cada servidor que respeita e abraça a causa da instituição, principalmente em momentos sensíveis como o período de Carnaval”, enfatizou o delegado-geral.

Foto: reprodução

O contingente de desempregados no país aumentou em 1,47 milhão de pessoas entre 2016 e 2017, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (PNAD Contínua), divulgada hoje (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O total de desempregados passou de 11,76 milhões na média de 2016 para 13,23 milhões em 2017, um aumento de 12,5%. De acordo com a PNAD, o número de desempregados no país vem aumentando desde 2014, ano em que atingiu o patamar mínimo da série histórica iniciada em 2012, com um total de 6,7 milhões de desempregados. De 2014 para 2017, quando se registrou o maior patamar da série, o total de desempregados quase dobrou, já que teve um aumento de 96%. Para o IBGE, a nomenclatura oficial para desempregado é “desocupado”. Considera-se desocupada a pessoa que procurou emprego e não conseguiu. Aqueles que não estão procurando emprego fazem parte da população em idade ativa, mas não são consideradas desocupadas. A população ocupada também teve um aumento (0,3%), passando de 90,38 milhões de pessoas na média de 2016 para 90,65 milhões em 2017. Foi registrado um aumento de 264 mil postos de trabalho no período. Apesar disso, os postos de trabalho com carteira assinada caíram 2,8%, ao passar de 34,29 milhões na média de 2016 para 33,34 milhões em 2017. Já os postos sem carteira assinada cresceram 5,5%, aumentando de 10,15 milhões para 10,7 milhões no período. Os setores com maior perda de postos de trabalho de um para outro foram a agricultura e pecuária (-6,5%) e a construção (-6,2%). O segmento de alojamento de alimentação registrou um aumento de 11,1% no total de pessoas ocupadas.  Considerando-se apenas o quarto trimestre de 2017, a população desocupada ficou em 12,3 milhões de pessoas, o mesmo número do último trimestre de 2016. Na comparação com o terceiro trimestre de 2017, no entanto, houve uma queda de 5% (ou 650 mil pessoas) nos desempregados, que eram 13 milhões. A população ocupada (92,1 milhões) cresceu 0,9% em relação ao trimestre anterior (mais 811 mil pessoas) e 2% na comparação com o último trimestre de 2016. O número de empregados com carteira de trabalho assinada (33,3 milhões) ficou estável ante o terceiro trimestre e recuou 2% (menos 685 mil pessoas) em relação ao quarto trimestre de 2016.

Páginas