Foto: Nonato Lobo/ Informe Conquista
Sete estudantes livramentenses da Univesidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) que estavam sendo investigados por suspeita de fraudar documentos para ingressar na instituição por meio de cotas reservadas para quilombolas tiveram suas matriculas canceladas (portarias de nº 0913, 0914, 0915, 0916 ,0917, 0918 e 0919 / 09.06.2017), acarretando, consequentemente, a perda da respectiva vaga, conforme publicado no Diário Oficial da Estado (DOE), na edição deste sábado, dia 10 de junho. A instituição teria decidido investigar os acusados após reportagem exibida por vários veículos de imprensa da região, que repercutiu nacionalmente, sobre alunos que fingem ser cotistas para ingressar em universidades públicas. Conforme a Uesb, após suspeita levantada e após análise de documentos e de depoimentos foram investigados quatro estudantes do curso de Medicina (Ana Carolina Tanajura Lima, Gabriella Fernandes Amorim, Maurício Guilherme Nunes da Silva e Wicttor  Huggo Cruz Santos)   e um do curso de Direito (Maria Isabel Correia Silva) do campus de Vitória da Conquista, um do curso de Odontologia (Luiza Lorrayne Oliveira Castro) e outro do curso de Medicina do campus de Jequié (Thaline Cirqueira Moreira). Até o julgamento dos casos, eles estavam frequentando as atividades acadêmicas normalmente. Uma comissão foi criada para julgar os casos dos alunos, que, conforme a Uesb tiveram direito à ampla defesa. Outro três alunos que eram investigados tiveram os processos arquivados após a instituição confirmar que eles são mesmo moradores do quilombo.
Do: L12
Após publicação de uma matéria relatando uma suposta perseguição politica na cidade de Tanhaçu, a prefeitura enviou uma nota e um vídeo a qual explica o que teria ocasionado a retirada da baraca do local. "Diante dos últimos acontecimentos envolvendo uma pessoa que disse ter sido obrigado a retirar a sua barraca do local onde acontecerá os festejos juninos, viemos a público esclarecer que o rapaz não tinha autorização para armar a sua barraca naquele espaço. Sendo esse espaço reservado para a pista de dança." ressaltou a nota da prefeitura. No vídeo a prefeitura destacou ainda que ouve sorteio para que barraquinhas pudessem ser instaladas, e somente quem foi sorteado, tem autorização de trabalhar no circuito da festa.
Foto: Reprodução
Por meio das redes sociais, um dos muitos barraqueiros que irão trabalhar nos festejos em Tanhaçu,  relatou que estaria sofrendo perseguição política por parte da administração atual, que tem como prefeito o Dr. Jorge. Segundo a publicação, foi negado o uso de toldos, como os outros barraqueiros irão usar. Ele relata que a divisão hoje na cidade é pessoas escolhidas e pessoas marcadas. Em vídeo publicado, é mostrado que todos estão usando o toldo, e a prefeitura teria exigido somente a retirada do seu. Na publicação ele termina dizendo que quer o simples direito de trabalhar em sua cidade. Na mesma publicação outras pessoas relatam quem administrações passadas o fato já havia acontecido.
Desde que o recadastramento biométrico obrigatório em 52 municípios baianos, começou a ser feito, em novembro do ano passado, 2.002.844 de baianos já realizaram o procedimento, até a manhã desta quinta-feira (8). A biometria deve ser feita pelo eleitor até o dia 31 de janeiro de 2018, para evitar que o título seja cancelado. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), 8.488.448 baianos ainda precisam fazer o recadastramento. O dado corresponde ao percentual de 80,91% de eleitores. Todos os eleitores, inclusive aqueles cujo voto é facultativo e já possuem título (analfabetos, maiores de 16 e menores de 18 anos e os maiores de 70 anos de idade), devem fazer o recadastramento.
A presidente da Associação de Desenvolvimento Comunitário Cultural Educacional e Social do Quilombo de Rocinha e Região (Acooped), Maria Regina Bonfim, foi denunciada à Justiça por falsidade ideológica, após emitir falsas declarações para que estudantes pudessem ingressar em universidades públicas como cotistas, alegando ser quilombolas. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (7) pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). A denúncia foi assinada pelo promotor de Justiça Millen Castro. Segundo ele, 13 estudantes utilizaram os documentos emitidos ou assinados por Maria Regina para obter acesso ao ensino superior, entre os anos de 2011 e 2015. Conforme o MP, Maria Regina Bonfim tinha ciência de que os documentos seriam usados para tal finalidade. A comunidade quilombola da Rocinha fica no município de Nossa Senhora do Livramento. Nas universidades e institutos federais, as vagas de cotas são destinadas a estudantes vindos de escolas públicas, de baixa renda ou autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, conforme a classificação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os documentos falsos, segundo o MP, foram utilizados para acesso às universidades Federal da Bahia (Ufba), Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e Estadual de Feira de Santana (Uefs). Entre os estudantes que utilizaram documentos falsos está Maiara Aparecida Oliveira Freire, que foi condenada a dois anos de prisão em regime aberto e expulsa da Uesb, em 2016, após a fraude ser descoberta.

Páginas